CARTA Nº4 um de janeiro de 2012
sei que queres tudo menos que te incomode mas tinha de te pedir, de tentar apenas mais uma vez, porque queria tentar sentir de novo mesmo que seja algo tão mau como aquilo que me fazias sentir. eu sei que estou a ser maçadora, que a tua capacidade cerebral no teu modo de ser um pouco indefinido para as outras pessoas mas que foi bem caracterizado em mim naquela altura, não aguenta, mas eu desespero por sentir, eu acho que ficava feliz apenas por sentir tristeza do modo que fazias tão bem, eu sei que não faz sentido mas isto sou eu a ser sincera pela primeira vez contigo, fechei-me neste mundo porque julgava que aqui sabia o que era ser feliz sem ninguém apenas comigo, mas agora aprendi, juro que sim, aprendi que contigo é que sabia, porque todos precisam de sentir tristeza para se sentirem felizes, afinal é só assim que se sabe o que é viver, se dá valor ás coisas boas desta vida que julgamos todos os dias com algo mau! é assim que me fizeste depois da tua vinda e era assim que gostaria muito de ficar, mas preciso que voltes para mim pois preciso de sentir de novo tristeza se isso for o único modo de ganhar objectivos, de ver as coisas boas, de ter coragem para enfrentar todo o mundo mas também ser tão ingénua e enfrentar apenas os meus problemas, porque agora nem isso consigo fazer, preciso de ti, apenas de ti, que me fazias sentir como uma rocha fria e insensivel, atirada pelos pontapés mais dolorosos e lançada ao mar pelas mãos mais sujas de sempre. eu precisava disto, mas e se não o tiver? será que morro interiormente? será que é o fim dos movimentos do meu músculo à volta da boca que mostra os dentes ao mundo e que dá a mim um sentimento tão bom como a felicidade? será? já pus a hipotese que podia ser uma questão de merecer, mas depois cheguei à conclusão que todos merecem uma segunda oportunidade em todos os erros, porque não somos perfeitos como aquele ser superior que alguns acreditam, por isso meu amor, será que eu, jovem e pouco matura, sem nada na tola mas que sabe algumas coisas no pouco tempo que esteve aqui, não merece uma segunda oportunidade de sentir outra vez?

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