CARTA Nº3 quarta feira, 28 de dezembro de 2011
desculpa, desculpa enviar-te todas estas cartas de seguida, mesmo sabendo que não vais ler, alivia toda esta pressão, todo este sofrimento causado por situações banais, desculpa maçar o teu juizo, a tua presença faz-me falta, lembras-te de eu dizer que as minhas lágrimas tinham secado? pois bem, a vontade de chorar é cada vez mais, cada vez tenho necessidade de sentir aquela água a escorrer-me pela cara em quantidades pequenas, mas não consigo, não consigo porque tu levas-te tudo de mim. sofro contigo e sem ti, mas que raio de vida é esta? sinto-me inútil e frágil, pensava que só tu me tinhas feito isso, e agora, agora choro como se tivesses comigo, choro pela tua presença e pela falta dela, davas-me motivos para tal e agora mesmo sem motivos choro, não percebo .. explica-me por favor, preciso que o faças, abre esse vazio para mim e conta-me, sem razões não posso ficar, preciso de um método para voltar ao que era, ao que sou, ao que quero ser, peço desculpa por todos os meus errados actos para com a tua pessoa, mas neste momento preciso que estejas em mim, que me faças tudo de novo, que me revoltes, faças desesperar, que me faças desejar tudo morto e apenas eu viva, que me dês a felicidade não de mão beijada, de modo sacrificado para que eu perceba o seu significado uma vez por todas. deixo fugir tudo, secalhar são mãos de manteiga ou sou puramente distraida, não percebo como sou capaz, mas acontece o mesmo todas as vezes, bato fortemente no fundo do poço acabando por aprender a lição, prometendo que serei feliz para sempre que nada me tocará e acabo por voltar ao ponto de partida. explica-me sou muito frágil, muito sensivel, sou diferente em algo, poça meuamor o que tenho eu de errado?

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