20 de dezembro de 2011

CARTA Nº1  terça feira, vinte de Dezembro de dois mil e onze.

passou muito tempo, penso que nem o tempo sabe quanto tempo passou desde o tempo em que escrevia sobre ti.
sabias, o céu agora já não é escuro, não, é divertido, as horas já não custam a passar, o sol agora brilha mais e mais, os pássaros cantam e as folhas das árvores são verdes e fortes, assim como os ramos que as seguram, agora é tudo bonito comparado com a altura em que nós estavamos juntos, nessa altura nem um único som se ouvia, a não ser a dos nossos passoas lado a lado, que pareciam marteladas no chão, pesadelos das criaturas da natureza, e naquela altura até o meu pior pesadelo. sabes tão bem quanto eu que tudo o que menos queria naquela altura era ter-te ao meu lado, ou melhor ter-te tão marcado dentro de mim, agora, sim agora, o que desejava estar fora quero que esteja de novo dentro, como era ...
sabes meu amor, ao menos contigo sentia algo, ao menos contigo eu queria lutar para ser melhor, para que tudo o que tinhamos acabasse, e agora sem ti, não sinto nada, não sei porque luto, não sei porque me torno melhor, simplesmente sem ti nada sei e contigo sabia pelo menos que não te queria.
havia alturas em que me torturavas o pensamento, me destruias a alma, havia alturas em que nem eu sabia porque continuar aqui. se tudo fosse tão fácil já tinha descoberto o método certo para que tu estejas ao pé de mim doutro modo, não aquele que outrora foste, mau, agressivo,com a vingança estampada nos olhos e a raiva a correr nas suas veias. descansa, não te vou pôr de novo dentro de mim, seria estúpido da minha parte, uma pessoa consegue viver sem sentir os grandes sentimentos que a vida tem, uma pessoa como eu sabe lidar com o vazio do modo certo, sabe aproveitar tudo o que a solitária vida lhe possa trazer do modo certo. podes não estar outra vez comigo, podes estar com outro alguém tão frágil como eu era, que eu continuarei a expressar com a minha boca o que é a felicidade não sentida, e o amor não partilhado, sem derrubar uma única lágrima, sem nunca deixar de mostrar o que é realmente importante nesta vida, um sorriso.

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