16 de janeiro de 2014

quero-me basear neste texto na imagem que aqui vem anexada. "Live" é a palavra de ordem.
sabem, tenho aprendido ao longo dos tempos que não importa a forma como vivemos, o que fazemos, o que somos, desde que viver as coisas intensamente seja a frase que tenham sempre presente nos vossos dias. hoje, atualmente frequento o 12º ano, e tive dois anos de literatura portuguesa, nestes três anos de secundário foi me apresentado um poeta que muitos vocês tão bem conhecem, Fernando Pessoa. Maluco para muitos, estranhos para outros, e para mim, a junção desses dois contextos com outro, um génio. Ele não sabia viver, não sabia viver sem pensar duas vezes, não sabia estar na vida sem se preocupar em pensar sobre isso. Foi então, que no seu tão famoso dia triunfal, criou os seus três heterónimos, Álvaro de Campos, Ricardo Reis e Alberto Caeiro. Todos tão diferentes mas todos descendentes da mesma fonte com queda para tudo menos para saborear a vida simplesmente como ela é. Continuando... Estes três heterónimos tinham perspetivas da vida diferentes, tal como nós. Um, queria viver a vida intensamente, aproveitando tudo e todos, saboreando cada pedaço. Outro, gostava da vida simples, sem esperar muito, sem pensar muito, enquanto outro sabia que a vida era apenas um segundo, e que não valia a pena nada pois estaríamos condenados de qualquer forma a morte.
Agora pensem, será que não somos todos assim? Aposto que cada um de vocês que está a ler isto neste preciso momento se encontra a questionar-se sobre qual são parecidos, e aposto que até se identificam com eles e dizem para vocês mesmos: "sim, eu sou sem duvida como este tipo"
Querem a minha opinião? É verdade sim senhora que me identifico com algumas das características de um dos quatro, se formos a ver bem cada um de nós tem um pedacinho de cada um deles em alguns momentos das nossas vidas. Mas realmente o que importa nisto tudo é que não interessa o que somos ou deixamos de ser, mas sim a forma como queremos que a nossa vida seja vivida... Se somos gays, lésbicas, heterossexuais, não importa, se somos emo's, nerd's, betinhos ou meninos do swag, que isso tem?! No fundo de cada roupa que vestimos somos todos os mesmos, e todos queremos viver a vida da melhor forma. É verdade que caímos muito, que passamos muitas vezes a vida lá em baixo, mesmo no fundo do poço, que por vezes não queremos saber do que nos rodeia e só queremos é ter "uma vida loka". Ora que tenham, que cometam erros, que gozem, que sejam gozados, que amem, que sejam deixados, que partam o coração, que cometam as maiores loucuras, que chorem, que riam, que sejam felizes. Tudo o que fazem hoje é uma história do amanhã. No final de contas é isso que importa. Ter histórias bonitas para contar aos netos enquanto comem ou adormecem. Adormecer na nossa velha idade com a sensação que somos todos uns sortudos porque vivemos tão intensamente que mesmo de andarilho queremos ir correr a maratona!
Não somos rótulos, nem vivemos presos a imaginação de ninguém, somos livres, e enquanto pessoas livres o que importa é VIVER, com a certeza de que tudo o que faremos é para um dia recordar como um livro de lições más e boas e com a finalização de que depois de tudo somos pessoas melhores.
Obrigada.


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