29 de agosto de 2013

dói ver que quando se perde, perde-se para sempre. dês as voltas que deres, procures o que procurares, mudes o que mudares, tu simplesmente perdeste o que outrora tiveste, que era teu, só teu. agora que perdeste, sentes que já não te pertence, que talvez pertença a ti e ao resto do mundo, mas não só a ti. aquele objecto, aquela coisa, seja o que for, neste momento, é de todos. chora. grita. ou até mesmo fica sem reação, faças o que fizeres, aquilo já não é teu.
tenta procurar o sentimento que antes sentias, tenta procurar todos os motivos, tenta lembrar-te da frase que te fazia ter a certeza, simplesmente perdeste! ai que sensação de vazio, que mágoa, que dor! dói mesmo cá no fundo saber que somos perdedores... mas afinal o que perdemos nós? tudo meus caros. eu perdi-te a ti, tu perdeste a ela, ele perdeu o cão e eles o papagaio, mas hoje, a esta mesma hora, há alguém a sentir-se como eu, um perdedor, porque pode apenas ter perdido a coisa mais banal, mas eu, que te perdi a ti, sinto-me apenas vazia, não só porque te perdi mas porque te perdi para o resto do mundo!
que valor tenho eu? quem sou eu agora diferente deles? antes tinha-te a ti mas agora que nem a ti tenho sou apenas eu que a ti já não pertenço.
é engraçado ver como mudaste, mas custa saber que eu não faço parte dessa mudança.
queria que olhasses uma vez mais para mim e que os meus olhos, embora inundados em água, te conseguissem mostrar que tu farás sempre parte de mim, mesmo sabendo que quando te perdi, perdi totalmente e aquilo com que eu fiquei tu já não pertences, porque quando dei conta tu já tinhas mudado e eu tinha-te perdido para sempre. 

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