16 de junho de 2012

ainda me pergunto o que aconteceu para tal ter acontecido, ainda me pergunto quem te pôs neste meu caminho sem mais nem menos, mas seja o que for que tenha acontecido, eu agradeço.

na solidão da minha vida eu permanecia, como sempre tinha estado, os meus dias eram iguais, e as emoções nunca variavam muito, o sorriso era fingido e os olhos desejavam que as lágrimas saissem, enfim, o quotidiano sempre me quebrou qualquer possibilidade de tentar um sorriso. apesar destes desfavores sempre continuei, sorrindo, vivendo, sendo feliz com o que tinha, mesmo que o que tivesse não fosse nada, ao menos não ter nada era a meu ver ter algo. 
lembro-me deste dia como se tivesse sido ontem, estava o céu azul, o sol quente, mas o meu dia continuava exatamente igual, o sentimento de solidão a que o meu corpo já se habituara estava mais forte do que aquilo que sentira nos outros comuns dias... 
nunca percebi ao certo como os nossos caminhos se cruzaram, mas agora sei que por meios de palavras existe qualquer coisa entre nós, a coisa certa, a coisa que me fez esquecer o cinzento comum dos dias, aquilo que me fez desenhar com palavras tudo de bom que agora sinto, sentimentos novos e desconhecidos, que me fazem ter medo, de avançar, de arriscar, que me fazem ter medo principalmente de te amar.
se contos de fadas não existem, explica-me como é possivel a tua presença ter transformado a deprimência do meu rosto, no rosto mais feliz desta gente? pequenos toques, pequenos, suaves, importantes amados e calorosos toques em que as nossas palavras se transformam no seio deste amor, ou amostra dele. enfim, como se as razões me faltassem, para te explicar no meio de tantas letras, eu te defino com alguma dificuldade, aquela que eu tinha quando os tempos de escrita ainda eram recentes.penso que a fragilidade dos nossos passados, e a escuridão dos nossos feitios se encaixaram na perfeição como um puzzle, aquele que havíamos começado a construir sem nos apercebermos e que teríamos de parar. esse mistério que ainda hoje não percebo, fez-me perceber que afinal, tu eras mais do que aquilo que eu via por fora, aquilo que eu tinha a impressão de ser o certo, tu eras a única pessoa que me percebia, que via por detrás da beleza concedida pela natureza e procurava mais fundo, nas feridas.
hoje sei que, o meu mundo sem ti seria como, viver sem amar, ser feliz sem sorrir, chorar sem derramar uma única lágrima, enfim, viver sem ti seria ..... exato, nada.!

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