28 de fevereiro de 2012

se fosse fácil estaria todos os dia de caneta e papel prontos para linhas e linhas sem fim, palavras de sentido e textos de definição de estado espírito, se tudo fosse fácil estaria eu aqui, hora depois de hora, minutos seguidos de linhas inspiradas por motivos que nem eu sei ao certo, isto apenas acontecia se tudo fosse fácil. porque não? há maldade em desejar facilidade na dificuldade da vida? não, mas antes disso, quão difícil poderá ser a vida de uma pessoa que vive há tão pouco tempo? que não sabe problemas nem dificuldades, que não sabe metade das coisas, nem porque as coisas acontecem, não se sabe ao certo, mas apesar de ser jovem a pessoa que isto escreve, e que nem vida sabe decifrar ao certo o que é, pois as recordações lembradas dum passado ainda bem presente são inocentes, jovens e simples, isto é vida, isto é viver, isto faz dor e felicidade, isto é capítulos de um livro ainda por escrever, mas como? como poderei escrever na minha vida se sobre nada consigo transpor para o papel? incógnita, contudo não tão difícil de decifrar como os complexos sistemas da disciplina de matemática mas sim mais difíceis de interpretar do que as obras mais estranhas da literatura. é assim, que tudo é sem a facilidade não permitida por quem realiza desejos e por quem não ouve preces, é assim que se vive numa vida em que a paixão se encontra silenciada pelos barulhos tentadores do que infeliz faz uma alma que vive apenas de letras e contos e amores e desamores e tragédias mas paixões intensas de palavras perfeitamente colocadas sobre cada linha. apenas assim é a definição justamente tentada de uma jovem rapariga que se esforçou para quebrar o silêncio da paixão que nela corre e       desafiou os mais complexos destinos que a dificuldade da vida lhe estava a sugerir, um pouco de hipérboles a mais? não importa, afinal sou jovem apaixonada e desorientada, e nós jovens apaixonados e desorientados exageramos sobre algo que nem sempre é ou sobre uma vida que no final do dias, é puramente perfeita.

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