20 de novembro de 2011

Sabes, se pudesses ler, se pudesses ver ou ouvir, eu dir-te-ia que tudo aquilo que escrevo no meu caderno, nada de importante é, e que apenas no último ponto final se encontra a tua presença, a tua importância, apenas nesse pequeno símbolo se encontra a profundidade da tua alma. Seu eu pudesse reclamar com o mundo faria, pois colocou um travessão a separar estas duas vidas que não vivem uma sem a outra, é isto que acontece, e assim aos poucos e poucos eu vou murchando como uma flor sem o seu elemento de vida, traço após traço deformo a tua figura, a tua existência, pior ainda, a tua perfeição.
 Sei que neste momento te interrogas como tive capacidade para fazer isso, mas tive, não perguntes como, talvez raiva, medo, tristeza, talvez, mas é apenas isso, talvez. O ódio que aprendi a construir sobre a tua personagem é tão ou maior que o desenho que neste momento tento construir com estas palavras, no entanto, não consigo acreditar nelas como fazia quando lhe dava o valor de amor, quando elas eram sinónimos de tudo o que sentia em relação em ti. Isto era o que eu sentia em relação a ti, bem no passado, agora, um pouco mais atual bem neste século e sem muito alarido, conto esta história com toda a minha humildade, e garanto a ti e a mim que este desenho ficará conforme tu eras, és e serás, um bom passado, mas não um futuro de um final feliz e com um ponto final mais profundo que a tua alma, o fim.

Sem comentários:

Enviar um comentário