16 de outubro de 2011
A ti, dedico todo o meu tempo, todas as minhas palavras, sejam elas correctas ou incorrectas. Pois só tu importas, pois só tu arrancas-te a minha alma no dia que me viras-te costas, tomei por insulto, mas agora percebo, fazes-me falta, fervo em pouca àgua quando o assunto és tu, quando tudo o que vinha contigo vem ao de cima, as saudades. Enches os meus olhos azuis de àgua, de tristeza, de saudade, e custa-me aguentar os dias quando te sinto fortemente dentro de mim. Perguntei-me porquê, duvidei de todas as forças superiores em que acreditava, e hoje, seguramente sei o porquê, e entendo, foste tu que me voltas-te a iluminar? Acredito que sim, quero acreditar que sim. Devolves-me toda a alegria quando todos os outros a tiram, tiras-a quando me lembro que foste embora, sem explicação, sabes o que vai na minha mente em relação a isso, não precisas das minhas palavras escritas para tal. Acompanhas-me, apoias-me, seguras-me, largaste-me, principalmente, ensinaste-me tanta coisa que hoje sou melhor graças a ti, sabes que sim, podes acreditar que sim. Peço-te que agarres a quem precisa ainda mais de ti, sabes bem de quem falo, já me entendes muito bem para não precisares de detalhes e nomes transcritos numa simples folha de papel. Não te posso pedir muito, uma vez que aqui já não estás, mas sabes que é muito importante que ela te sinta, assim como eu te sinto tão vivo dentro de mim, ela precisa da mesma luz, da mesma certeza que me deste, porque ela deixou de acreditar desde o dia que a deixas-te, desde o dia que fechas-te para sempre os teus olhos e partis-te com a certeza que tudo iria correr bem com a tua partida, acho que foi o teu único erro. Digam que é errado, critiquem-me por sentir e fazer tudo isto só depois de ter acontecido o que aconteceu, mas é mentira, já te dava imenso valor enquanto o teu corpo estava aqui ao nosso lado, mas agora tornou-se evidente que me fazia muito mais falta do que eu imaginara. Continuem-me a criticar, permaneço de consciência tranquila. Olha para mim aqui, com as defesas todas em baixo, sem saber o que dizer, sem saber qual a melhor palavra para acrescentar, uma que defina bem mas que não exagere, mas que não seja muito reles, porque mereces muito. Qual das estrelas és, a mais pequenina que brilha como o sol, ou a maior que se sente a presença estejamos onde estivermos? Cabe a cada um decifrar essa questão, eu sei qual és e tenho a certeza que é isso que és. Tiraste-me o mundo no dia em que lhe viras-te costas, simplesmente levaste-o contigo, agora aos poucos vais devolvendo-o, a mim, e a quem realmente importa? Dá-lhe as tuas mãos, a tua força, aquela que já tinhas dentro de ti, e aquela que usas-te para lutar contra aquilo que nós sabemos, e pega nela e enche-a de conforto, de força, de esperança, porque ela precisa mais que eu. Força, esperança, amor, felicidade, saudade nada mais, porque sem ti é assim, contigo é muito mais.
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