10 de outubro de 2011

Podem-me perguntar o porquê ou simplesmente olhar enquanto choro. Podem tentar ser simpáticos mas nada muda, nada faz o tempo voltar atrás, nada faz com que os sentimentos que vêm agarrados à vida desapareçam ou se tornem melhores, nada faz com que as peças do puzzle se unem e se transformem num retrato puro e harmonioso entre todos os elementos. Quebrei noutro degrau, mais um, um de muitos e agora o ponto branco no quadro verde deixou de ser só isso, passou a ser uma bola de neve de sentimentos e mágoas que se vão acumulando com o tempo, mas que um dia vai rebentar e é se já não rebentou!
 Sou muito nova para entender tanta coisa que me considero analfabeta ao pé de muitos, mas mesmo sendo nova tenho fraquezas, tenho medos, tenho liberdade de poder escolher aquilo que quero e de agir como quero, assim como, tenho direito que não me façam sofrer no pior dia do ano, porque ele já o é por si só e não preciso que o piorem.
 Pergunto-me o porquê das atitudes das outras peças do puzzle, pergunto-me onde foi parar a capa onde mostrava a harmonia, o afeto e a felicidade desse mesmo puzzle, porque para mim agora são só peças soltas afastadas cada vez mais do núcleo central, o meu núcleo. São perguntas que cada vez mais receio que não haja resposta, e porquê? Porque em todos os puzzles há uma peça que custa sempre mais a encaixar e que destrói toda a mensagem que tentamos construir, e depois, há aquelas peças que encaixam na perfeição mas como são fáceis, quebram-se, e deixa o quadro perfeitamente imperfeito.
 Este é o meu puzzle, aquele puzzle que construo há quinze anos, mas que parece que foi feito ao contrário, veio perfeito da caixa, do começo, e ao longo do tempo vai-se desencaixando com o simples toque da mão de quem tenta unir, eu!

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