Não se resume apenas a um sentimento, não se trata apenas de acções ou palavras, não é só olhares e presentes, é um todo que poucos conseguem entender. É quando faltam as palavras, é quando os olhares não chegam, é quando as acções são parvas, é quando os presentes são apenas presentes, é quando nos arrancam a alma, é quando o chão parece frágil e o nosso coração bate a mil, é isto, ou pelo menos é isto que eu acho. É um sentimento que dói, que engana, que nos faz feliz num dia e no outro faz-nos chorar, é um sentimento que nos faz fazer figuras parvas sem nos importarmos, é quando encontramos alguém diferente mas que nos completa de uma forma única, é isto, O AMOR.
Não é uma palavra fácil de exprimir, pois, a sua dimensão ultrapassa o nosso racional, é apenas uma palavra que esconde entre as suas quatro letras um todo que para mim e para os outros -mais uma vez acho- é tão dificil de compreender que fazemos de tudo para o entender. Isto, é algo que nos provoca medo e isso por vezes assusta-me a mim e ao ser humano, assusta de uma tal forma que ignoramos, que escondemos, que tentamos esquecer mas quando é verdadeiro, torna-se insuportável de esconder, de ficar longe, torna-nos aquilo que sempre tivemos medo de ser, é assim que funciona. Trata-se de nos rendermos a uma única pessoa, aquela que nos faz ficar sem sono, aquela que nos faz sentir orgulhosos, aquela que nos faz feliz de uma forna única, aquela que nunca dúvida de nós, e que, por muito inúteis sejamos, ficará sempre ao nosso lado. Então é isto, o sentimento cubiçado pelo ser humano, invejado pelo reles, desprezado pelo diabo, sentido pelos deuses, é este o sentimento dos sentimentos, é o que vive em nós, é o que vem e fica, vai mas volta e fica e por muitas vezes que vá e que fique, haverá um dia, em que ficará para sempre, e será assim vivido por dois seres diferentes, opostos ou não, mas que sentem dentro deles um frenezim impossivel de controlar.
Cria dentro desta espécie, uma espécie de borboletas irrequietas por sair do casulo, que confundimos com outro sentimento qualquer mas que no final de contas é amor, que pode ser vivido por dois ou mais seres, que não precisa de ser obrigatoriamente amor de pessoas opostas, e que tem mil e uma forma de existir, é um único sentimento no sentido correcto de único, que nos faz perder o apetite, que nos mete a ouvir as músicas mais lamechas que nunca pensámos ouvir enquanto pessoas sãs, e, que é cegante, é bom, é mau, e é partilhado por todos, quer mereçamos ou não, cresce dentro de nós, então, afinal temos algo em comum, para além de caminharmos da mesma forma, de termos as caracteristicas básicas iguais, partilhamos algo tão meramente fantástico e útil que é este sentimento, amor digo.
Quando ficas frágil, perdes o norte, o brilho nos teus olhos aumenta, e sentes um fricsté quando olhas para uma pessoa de uma forma especial do que todas as outras, é isso mesmo que estás a pensar, amor, diferente de paixão, porque quem sente paixão são os senhores da vida, quem sabe, os deuses terrestres, os velhos! Enquanto que nós mocidade nova, diciframos dia após dia, de todas as formas a palavra amor, eles vivem a paixão, é apenas a única diferença que separa a geração nova, dos velhos - e velhos com todo o respeito-.
Às vezes deixamos de acreditar nele, ficamos tão magoados com ele, que cegamos os nossos olhos durante um tempo indeterminado, cegamos porque na nossa simples mente o que nos causa dor é o que o amor provoca em nós, mas na minha opinião, o que provoca dor é as atitudes que tomamos perante a pessoa amada mesmo que as intenções sejam boas, somos meros humanos, e, quando estamos apaixonados isso ultrapassa qualquer célula, qualquer neurónio, qualquer orgão, veia, músculos e pele, então enlouquecemos que acabamos por magoar, e depois, esquecemos o amor, mas como disse, ele volta prometendo nos fazer feliz e nos unir com a pessoa certa, sim porque existe a pessoa certa, e aí a venda caí, os protagonistas beijam-se a cortina não se fecha e a história continua, diferente de todas as outras que poderemos eventualmente ter tido no nosso tempo de mocidade, porque não se trata apenas do sexo como hoje em dia, não é apenas acordar com uma pessoa especial ao lado e tornar isso vulgar, é sim, sentir que a pessoa que acorda na mesma cama que nós é especial e que todos os dias de manhã deverá saber disso, é quando praticado o sexo não se vá tomar banho e ir para o trabalho como se a mulher ou homem que outrora nos fez chorar, sorrir, desesperar, namorar e casar virasse amante de um dia para o outro. Passado algum tempo, o amor não se trata de palavras, de beijos, de toques, de sexo com alguém que se ama, mas sim de olhares, de entendimentos, de zangas, de orgulho, passado algum tempo, aprendemos finalmente, que o amor é mais do que amor, é paixão, a mesma paixão que os nossos avôs e bisavôs sentem ou sentiram e que dessa mesma paixão geraram familias que hoje se podem reunir á mesa e falar abertamente sobre tudo, e principalmente mostrar amor, sem receios, sem barreiras, sem a vergonha, porque o amor só é vivido quando despimos a capa de super pessoas e nos tornamos frágeis, verdadeiros e sinceros.
No final de contas o amor, é o sentimento que cônjuga dentro dele todos os outros e que todos os outros são apenas pequenos tijolos para a ponte que liga um ser a outro e que no fim cria países, familias num contexto simples, e que essas familias criam a vida, sim a vida, que é nada mais nada menos um momento cheio de momentos, experiências e sentimentos gerados pelo grande, único e poderoso AMOR!

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