20 de maio de 2011

um ponto além [parte IV]

Bem ditas sejas tu, mulher de alma magoada, pois tu passas por tanto e cá estás, ainda. A tua força conseguida inspira mais um dos teus capitulos.. Continua, tu sabes que consegues!
  Lá estava ela, a caminhar sem destino, a procura de sua paz, parece que não tem fim. Sua cabeça apesar de fraca e governada pela dor, estava inundada de pensamentos metafóricos. Pobre mulher, tão ocupada com aquilo seus olhos distrairam-se e ela tropeçou em mais uma pedra. Não era uma pedra qualquer, era a pedra, mais um obstáculo, mais uma de muitas dificuldades que passou, e que passará. Ela suplica, ela chora, ela já não sabe o que fazer! Alguma ajuda? - pergunta seu coração sem voz- Pois é, cada vez é mais dificil de aguentar, e ela sabe que falta pouco, mas suplica a Deus para a levar, pode ser que seja lá que a paz viva, pode ser lá que reina o remédop contra a malvada dor. Já não aguenta a dor de cansaço que lhe invade as pernas, por isso senta-se nas escadas de um prédio, e, olhando para o céu ela pergunta-se o porquê de ser a única que se sente assim, ou pelo menos é o que parece... E num súbito ataque de lucidez, ela pensa na sua familia, que há muito não vê, mas acaba depressa, uma dor forte no peito peito acaba-lhe rapidamente com aquele pensamento. Ela anseia por aquele momento final em que ela encontra a paz e fica feliz para sempre ... Mas infelizmente não é um momento que esteja perto de acontecer, ainda lhe reservam muitos bons e maus momentos, suspira.
 Arranca alguns cabelos de tanta raiva, grita, mas ninguém ajuda, simplesmente se ficam pelo olhar de quem olha para um louco maniaco que devia estar mas é num manicómio, olhando para essas pessoas com os olhos vermelhos, lavados em lágrimas e completamente enraivecido levanta-se, e abre os braços, olha para o céu fixamente e grita em alto e bom som: "Sou apenas uma mulher como muitas daqui" E volta a cair, num choro tão rápido e soluçante que mal respira. Pobre mulher. Num dia tão rica, e agora tão pobre de espirito.
  Parando de soluçar e um pouco mais forte, voltou ao seu caminho, mais uma vez, um caminho tão doloroso como caminhar no deserto em pleno calor.
  Bela mulher lá vais tu, caminhando a passo lento e fatigado, sem forças, sem comandar o seu próprio corpo, pobre de ti!
  O seu corpo deteriora-se cada vez mais e o seu 1,70m já não parece, pois ela anda de pernas meia dobradas e costas curvadas, já não é a mesma, seus 41kg já diminuiram, não come há muito, é só pelo e osso, um autêntico esqueleto humando, com pele fina. Antes ela tinha vontade de viver, os obstáculos eram ultrapassados com facilidade, mas agora? Agora já não é assim, agora cada obstáculo só a faz cair mais, só a faz querer morrer. Está cada vez mais um ponto além da sua morte :x

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